quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Caixinha de recordações

Hoje, estava ouvindo música, sem nada para fazer, quando me lembrei que tinha uma caixinha vazia guardada dentro de um armário…essa caixinha estava ali, para quando eu estivesse pronta a esquecer você, pega-se nela e metesse todas as lembranças, memórias e pensamentos que me restassem de você… hoje, chegou esse dia, chegou agora o momento de acabar com todo o sofrimento e esquecer que amo você! Basta ter força de vontade e coragem… então, tomei essa coragem e peguei em um beijo seu e coloquei-o na caixinha, depois, peguei em um abraço e coloquei-o junto do beijo, a seguir, peguei naquele pensamento que invadia minha cabeça e fui colocar juntamente do seu abraço, me lembrei do desejo que sinto por você, peguei nele e fui colocá-lo ao lado do pensamento… com esses sentimentos já guardados, as lágrimas salgadas foram molhando meu rosto e a caixinha, não dei importância, pensei serem lágrimas de felicidade… depois, sequei meu rosto e fui arrumar o resto dentro da caixinha… fui então, buscar a paixão ardente que aquecia meu coração e fui colocá-la junto do desejo, as lágrimas derramadas anteriormente estavam numa gaveta junto de mim, peguei-as e coloquei-as também na caixinha, o mesmo fiz com o sofrimento, com a dor, com a saudade, com o arrependimento, e fui sempre colocando lado a lado, como uma biblioteca acabada de organizar mas quando olhei a felicidade e me lembrei de nossas ‘brincadeiras’, de nossas ‘discussões’, de nossos momentos juntos, de nossos olhares, sorrisos, de nossas mensagens, de implicarmos um com o outro… da altura em que fui ‘feliz a seu lado’, uma lágrima salgada, cai novamente pelo meu rosto. Meu coração parece gelar de um momento para o outro, parece, agora, um cubo de gelo, parece até mesmo, que parou de bater, sinto um grande arrepio que começa no estômago e acaba na cabeça. Sinto-me vazia… penso que é tudo fruto da minha imaginação e não ligo mais importância! Arrumo a caixinha, limpo as lágrimas e finjo que nada se passou…fui dormir, e quando acordei senti-me pessimamente, não dei importância mais uma vez e continuei minha vida… dai para a frente, todos os dias acordava assim, até que fui ao hospital e não sabiam o que eu tinha. Fiquei sem forças e mantive-me durante semanas de cama, doente, meu coração fracassara a cada dia que passava, minha alegria, acabara, minhas lágrimas haviam secado, já não sentia nada, simplesmente, nada… foi então, que uma voz na minha cabeça me disse: ‘pense bem o que esta provocando isso em você! Pense bem se é isso mesmo que você quer! Pense bem se é assim que o seu coração vai aguentar…! Pense bem…’ e foi então que eu entendi o porquê de estar assim. Ganhei força, não sei bem como, me levantei da cama e procurei a caixinha… olhei para dentro dela, recordei tudo o que tinha lá colocado mas só lá encontrei as seguintes palavras:

· AMOR
· FELELICIDADE
· CARINHO
· PAIXÃO
· SOFRIMENTO…

No meio de tanta coisa boa, qual seria o sentido de lá encontrar o SOFRIMENTO? Foi depois que eu me lembrei que sem CARINHO, não há FELICIDADE, sem FELICIDADE não há AMOR, sem AMOR não há PAIXÃO, sem PAIXÃO não há SOFRIMENTO… e sem isso tudo, eu não iria entender o quanto eu te amo… amo-o de uma maneira que jamais o vou esquecer, faça o que fizer, doa o que doer e aconteça o que acontecer! PROFUNDAMENTE, EU AMO VOCÊ!

Por : Margarida Gaspar